terça-feira, 5 de maio de 2009

Passeio na noite de luar


Seguindo a mesma idéia da última postagem, mais uma história dos contos que criei há um tempo atrás... espero que gostem!




"Houve um tempo em que eu não dormia. Passava horas e horas à procura do que fazer ao longo da negra madrugada. Certa vez, numa noite de inverno, saí para dar uma caminhada pelo bairro. Não tinha perigo, meu bairro sempre foi tranqüilo...
Neste dia, a lua cheia iluminava tanto a rua que creio eu era dispensável o uso de postes de luz, tão intenso era o seu brilho junto com as estrelas.

Caminhei até o final da rua e virei à direita: uma ladeira que dava as caras em uma colina. Era um beco sem saída.
Andei até o final da ladeira ver se conseguia algum sucesso subindo um pouco a colina e tentar, lá de cima, ver as luzes da minha bela cidade.
Subindo a rua, pressenti algo estranho, algo que estava para acontecer. Olhei para trás e ninguém me perseguia.
Acendi um cigarro e olhei no relógio: 22h50min. Era cedo ainda. Fui até o final da rua, quando ouvi algo, vindo da minha rua, uma agitação estranha. Voltei o mais rápido que pude. Nada. A rua continuava iluminada e calma, como de costume no inverno.
Resolvi entrar em casa, aquela noite me deixou inquieto, estava com uma aura estranha que planava no ar e entrava em minhas narinas. Pensei até no absurdo e toda mitologia que a lua cheia nos trás: Lobisomem, Vampiros, idéias que estavam vagas na minha fantasiosa cabeça...
Ao abrir a porta, reparei que a luz estava apagada. Esse fato me deixou bastante cabreiro. Desde que me conheço por gente, sempre que saio de casa deixo pelo menos uma luz acesa. Mania cultivada para evitar a aparição de gatunos, que ao ver uma luz, são repelidos como um animal silvestre foge da fogueira em um acampamento. Morava com meu irmão, e minha namorada tinha a chave de casa, porém ambos tinham saído antes de mim, e esse passeio que dei não deixou tempo para que eles retornassem.
Ouvi alguns ruídos, pareciam sussurros. Esses ruídos foram entrando em meus ouvidos, e meu coração começou a disparar. Não sabia se saía de casa e chamava a polícia ou encarava esta suspeita e ligava a luz. Resolvi ligar a luz, melhor defrontar os medos do que deixá-los passar!
Acendi a luz e: “Surpresa!”
Lembrei o que tanto me inquietava no dia: era meu aniversário e a rotina sequer me deixou lembrar! Alguns amigos, meu irmão e a minha namorada me lembraram com louvor.
No final das contas, nunca mais deixei de dormir. Afinal, dormir te faz mudar de dia, renovar os ânimos, seguir a vida e comemorar aniversários..."

2 comentários:

Andarilho disse...

Vai publicar quando o livro?

Josy disse...

Adorei.