terça-feira, 19 de abril de 2011

Walk of life

Não sou do tipo que faz textos argumentativos "sócio-críticos", mesmo que se chame "Opinião" Amarela, mas opiniões sobre a Sociedade, Governo, violência e corrupção não são idéias que eu declare como essenciais a esse Blog. Porém, como disse na postagem anterior, fiz uma promessa pessoal de evitar ler, ver, ouvir, comentar ou buscar fatos e notícias tristes e sádicas que ocorrem no mundo, pois meu aborrecimento não vai mudar em nada.
Isso não é uma fuga da realidade e das responsabilidades de cidadão (que creio ainda ser), porém o que acontecer ao meu redor, com minha família, trabalho e amigos, farei o melhor para resolver.
Agora, ficar vendo nos noticiários de carne mal-passada (sangrando e urrando) a quantidade imensa de idiotice que acontece, é preferível ver um filme, ler um livro ou jogar Batman: The Arkham Asylum (O Batman não mata ninguém, nem na ficção!).

Exemplos do que estou fugindo e sugiro a vocês o mesmo?
 
Um dos políticos que eu tinha certo carisma até então e seria com certeza uma opção de votos, no caso de uma candidatura a presidente, enche o rabo de cachaça, se recusa a fazer o teste do bafômetro, que aliás não serviria pra nada, pois o cara nem carteira de motorista tem. Se o cara burla o DETRAN, quiçá o país. Aécio, se ferrou, perdeu meu voto e se queimou jagunço. Agora permaneço com a "Marina and The Green Men".
 Os psicólogos do Brasil e do mundo "criaram" a nova onda da moçada, a "Onda Bullying", até internacionalizaram "Assédio Moral" para "Bullying".
Isso acontece desde que o tempo é tempo, que o mundo é mundo e que o homem veio do macaco, ou do barro, ou de onde quer que tenha vindo.
Sempre tem um tirando sarro do outro, e sempre tem aquele mais tímido, ou mais estouradinho que se ferra... exemplo: eu!
Mas isso não me tornou infeliz, não, afinal quando se é criança, adolescente, esse tipo de brincadeira é como "o dia da caça e o do caçador", ou seja, cada dia é um da roda a ser caçoado, ou se é sempre o mesmo, um dia isso acaba, é só não dar corda. Esses caras que são caçoados em geral são nerds que vão ser ricos, ou pelo menos viver dignamente e vão rir da cara dos manés que não faziam nada a não ser zombar da vida alheia.
Só que vem um bando de psicodiplomados falando que isso é problema, que a pessoa fica traumatizada... pelo menos no meu caso, de todas as vezes que me sacanearam ou que eu tirei um sarro de alguém na época do ginásio e colégio, não me recordo de sequelas árduas desses atos que me façam infeliz ou insano hoje...

Aí a mídia vem com tudo.
Aí o cara entra na escola e mata a criançada, porque ele sofria de Bullying;
Aí outro cara mata duas adolescentes porque ele sofria de Bullying também ("Ah, elas me chamavam de fedido e pobre")... Vai pro inferno, seu besta!

A culpa é da mídia mesmo. Afinal, briga-se pelo terrorismo, mas o que mais se vê em Hollywood são filmes do tipo "Velocidade Máxima, Média ou Mínima", "Serpentes, Jacarés ou Baiacus a bordo", só instigando a vontade dos amadores em fazer da sua mísera vida, um filme de Hollywood.
Só assim mesmo para ganharem ibope.

Às vezes eu acho que se acabássemos com os programas "jornalísticos" picanha mal-passada (Cidade Alerta, Linha Direta, Balanço Geral entre outros tantos...), e o ibope nessa bandidagem se reduzisse, o crime reduziria também. Afinal, tem cara que mata pra aparecer no jornal, e o sacana ainda ri da cara da Justiça, porque é cega e não o encontra.
Se fosse somente cega, tudo bem, mas surda e muda, então enterra, porque já virou difunto.

Crime pra mim agora só em filme, jogo ou ficção. Realidade nua e crua, só se for ao ponto.
E ponto final.


"And after all the violence and double talk
There's just a song in all the trouble and the strife
You do the walk, you do the walk of life
Hm, you do the walk of life"
(Dire Straits - Walk of life)

Um comentário:

Andarilho disse...

Pensamentos se tornam coisas. Pensar em violência, dor e sofrimento vai gerar mais violência, dor e sofrimento.

Se alguém sofre, não precisamos sofrer junto. Basta termos compaixão e compartilharmos ao máximo o amor, que é o remédio para tudo. Mas as pessoas só vão entender isso no seu tempo, quando estiverem prontas a aceitar. Cada um no seu passo.