segunda-feira, 15 de julho de 2013

O mundo é meu, é seu, é nosso


O coitado do blog sempre é prejudicado pela falta de tempo, paciência ou organização de seu dono, costumeiramente conhecido por "blogueiro", não posso nem consigo prometer novamente 1 postagem por mês, pelo menos, mas prometo sempre tentar. Mas vamos lá. 


Essa onda de manifestações ao longo do Brasil foi no mínimo importante no sentido de mexer um pouco com as pessoas que estavam na inércia política¹ há muito tempo ou aquelas que colocavam em tempos remotos de Orkut, no campo posição política, "Apolítico". Meu caso é o segundo. 
Sendo o segundo caso o qual me encaixo, já digo de antemão: Não tem como ser Apolítico. Uma pessoa apolitizada sugere que seu país seja governado por uma monarquia, ou uma ditadura militar beirando o fascismo. Sim, porque só pelo fato da pessoa se dizer fora de qualquer discussão política já conclui-se que esta diz ao governante: "Faça o que quiser, eu não vou me meter". 
Sim, algo que eu ainda sou e que qualquer um pode ser é Apartidário. Mas tem muita diferença... Podemos ser apartidários sem ser apolíticos. E aí que vem o "causo" dessas manifestações e reforma política. 
É muito importante quem tenha partido que defenda-o, inclusive nesse tempo de manifestações. Porém os apartidários também tem vez. Quem sabe a hora agora é de procurarmos partidos e pessoas com ideias similares aos nossos? Com certeza encontraremos. Não é preciso se vincular a um partido só, mas é muito importante se vincular a políticos das boas causas, ou melhor dizendo, políticos que defendam a SUA causa, considerando SUA = NOSSA, já que para começar a se politizar, nosso pensamento deve ser geral e não pessoal. 
Outra coisa importante é, como disse meu amigo Augusto (em http://criandometas.blogspot.com) buscar fontes diversas de informação, não ficarmos presos à mídia fácil², ler inclusive textos de pessoas que já te disseram certa vez como sendo pessoas ruins, com pontos de vista errados etc. Lembrem-se do que falei de inércia política? Então, essas pessoas inertes sempre são contra àqueles que querem frear o efeito da Segunda Lei de Newton para a Política. 

E para finalizar, vou apenas finalizar, afinal tem bastante meio midiático bom para que façam as consultas devidas, aqui não é o local, sou um mero blogueiro amador que fala o que pensa, sem muito embasamento teórico, mas com certa razão. 

1 - Inércia política: O ato de se manter alheio aos problemas políticos, o "efeito reeleição", no sentido daqueles que dizem: "Já que já está lá eleito, vamos reeleger!". A inércia política não é apoiar quem está no poder (partido ou pessoa), mas sim mantê-los lá, para evitar mudanças, sendo arriscar não melhorar pelo medo de piorar ainda mais. 
2 - Mídia fácil: Aquele método midiático de informação mais facilitado o possível, canais de TV aberta, por exemplo, que não se precisa nem de antena para funcionar em qualquer lugar do país. Ou aquelas revistas que você é perseguido por "estudantes de publicidade" dentro da Americanas, que te dão 1 ano grátis, mais uma bolsa e um relógio. 

Até!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

(Nos)tal(ma)gia

Muitas lições e aprendizados passam dos pais para os filhos, o modo de se portar, comportamento, educação. Mas, sem sombra de dúvidas, os gostos, os costumes e principalmente o apreciar o que é bom de cada época, por mais que a criançada de hoje em dia torça o nariz para certas lembranças nostálgicas dos pais e avós, um pequeno embrião fica dentro do pequeno ser, e um dia na vida, pode ser até no final dela, essa criança vai se lembrar do pai falando como era bom aquilo.

Estou numa idade que com certeza foi esquisita para os pais dos pais dos pais dos meus pais também como é para mim. Aquela transição dos 20 aos 30 anos, independente de ser 21 ou 29, mas é muito, mas muito esquisito ver a evolução que passamos, o boom tecnológico e principalmente pensar como criança, mas já ter que agir como um adulto.

Converso horas e horas com amigos a respeito dos desenhos antigos, me emociono ao ver o flashmob do Pica-pau descendo as cataratas do Niágara, imploro para a mídia em vinil voltar a ser comercializada, fico besta quando vejo promoção de jogos indie, e o mais interessante é que tudo isso que me deixa saudosista sequer é de minha época: incrivelmente comprovando minha teoria: vinil, Pica-pau, Atari é tudo da época do meu pai.

Tudo tem seu lado bom na evolução, mas nada evolui sem ter passado. O passado precisa, merece ser valorizado. O passado merece ser lembrado, sendo bom ou ruim.
As crianças brincando na rua, como eu brinquei, talvez nunca mais eu veja. Mas farei questão de falar pro meu filho o quanto eu era feliz jogando caixotinho descalço na rua, mesmo que uma lasca de carne do meu dedão ficasse todo dia na guia... o quanto eu fui feliz ganhando o Nintendinho do meu tio, ou quando, com meu próprio dinheiro (valiosos R$250,00 em 1996) comprei meu SNES.
Ou até mesmo quando eu ficava louco de felicidade ao meu pai liberar minha ida ao Halloween da minha escola e poder voltar meia-noite (e a escola era 5 minutos a pé de casa!).

Eu simplesmente AMO essa onda nostálgica que ronda a sociedade. Eu simplesmente AMO essa moda de criar jogos com gráficos porcos mas que realmente divertem e todas as idades viciam. Eu simplesmente AMO me sentir na pele de meu pai vivendo os anos rebeldes (80´s) ou até mesmo a onda hippie de meu tio (70´s).

Mas principalmente, para um adulto do ano 2000, eu AMO lembrar e saber que fui uma criança dos anos 90, que por muitos criticados como uma fase fraca de ideologias, mas hoje vemos o quão importante foi para mudar e revolucionar as crianças que nascem no Século XXI.

E mais um Natal está chegando, e mais um ano se aproxima do fim. É mais um ano de luta, mais um ano de vitórias merecidas e derrotas aprendidas.

E viva a nostalgia: dentro da NÓS, a TAL maGIA.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Othaland

Às vezes meus pensamentos me transportam para um lugar de paz, onde reina a natureza e os animais, um lugar onde o único corpo estranho ali sou eu.

Não se pode compreender pensamentos como este, mas pode-se concluir que toda minha paz de espírito em meio a tanta turbulência na vida (estudos, trabalho etc.) e em meio a tanta coisa ruim (corrupção, violência, egoísmo...) tem ligação com este lugar.

É engraçado desejar silêncio onde tudo que precisamos é de barulho;
É estranho desejar tranquilidade quando dentro de nós tem algo bombeando sangue a uma velocidade inestimável;
É ultrajante suplicar pelo canto de um sabiá quando nossos ouvidos estão acostumados a ouvir barulhos diversos, que não de uma bela ave.

Mas é o meu lugar, é a minha alma suplicando por paz, implorando por simplicidade e ao mesmo tempo me mantendo no eixo, dentre tantos e tantos problemas que temos ao tentarmos apenas viver uma vida normal.

Me transporte para o meu lugar quando quiser, mas não sempre que puder.
Minha alma me leva;
Pois mesmo leve a pena cai.