quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Vamos conversar mais, desarmados?

Oi amigos, período turbulento, eleições, enfim, como amigos e familiares sabem ou percebem, é um momento que mexe muito comigo. Mexe principalmente por ver muita parcialidade nas visões das pessoas, um pouco até em mim. Mas eu tenho noção que sou bem aberto a ouvir as pessoas e deixá-las opinar, porém estouro muito facilmente quando sou oprimido por opiniões grotescas e indutoras. 

Hoje mesmo tive uma conversa muito boa com um defensor árduo do Aécio Neves, candidato o qual eu, em minha visão e pesquisa (sim, eu pesquiso MUITO sobre política, entre revistas da direita, da esquerda, blogs, periódicos, filósofos, historiadores... pois bem) não é o mais indicado a governar o país (nada que também acabaria o mundo!), voltando a conversa, foi de um respeito estrondoso!

Foi na fábrica, durante um breve bate-papo no café, e mesmo que eu estivesse com os ânimos acalorados, nada passou dos limites éticos de uma conversa civilizada. Por que nem todo mundo é assim? É fácil dizer. As pessoas que defendem um ideal, como esse meu colega de trabalho, estuda bastante sobre o candidato deles, pesquisam, abrem uma notícia (e não ficam só na capa, como acontece muito na internet), e essas pessoas tem argumento para discutir, estando certos ou errados. No entanto, a maioria das pessoas neste nosso país, tendem a superficialidade... Deu uma notícia no Jornal Nacional e ela se torna verdade absoluta. 

Apareceu na Veja, na Carta Capital, na Istoé, é LEI. Vamos aprofundar os assuntos... todos os governos e todos os governantes tem o lado bom e o lado ruim, mas é a balança que tem que decidir quem teria mais bônus que ônus. O problema é que reclamam do 6,5% de inflação de hoje sem lembrar dos 12,5% de outrora, reclamam da situação e seu Bolsa Família, mas fingem não ler nem ouvir dos opositores dizerem ser favoráveis à manter (e melhorar !!!) o auxílio. Mas o pior de tudo isso é você apoiar uma candidatura progressista, moderna, que radicalizaria setores sociais que precisam de um choque, e daí você vira motivo de chacota. Luciana? Que piada você é em votar nesses aí. Você é burro? Analfabeto? Com Luciana o Brasil virará a Coréia do Norte. Com Eduardo Jorge o Brasil ressucitará Bob Marley e crianças de 3 anos poderão fumar livremente na rua. Gente, parem com isso! Vamos ler as propostas dos candidatos, os motivos que estão propondo temas (polêmicos e não polêmicos), mas principalmente vamos parar com tentar impor o voto, pois pessoas como eu não são vencidas pelo grito, pela opressão, pelo verbo. Até o candidato Pastor, por mais que eu não concorde com as propostas dele, são propostas e devem ser LIDAS antes de CRITICADAS.

Eu critico porque eu li e me interei com o que li. Não que o Everaldo tinha só propostas ruins, podiam ser até boas para um nicho de pessoas, mas pra mim não eram e por isso eu não votaria nele. E ponto. Mas foi lido, estudado. Todos os 11 candidatos. Durante meio ano eu me dediquei a isso. Foram muitas fontes, das mais variadas áreas e posições políticas. Só precisamos de uma reflexão mais profunda, pois tem pessoas que não são facilmente vencidas pela mídia ou por opiniões ditatoriais. Pessoas como eu, como muitos outros, são vencidas por fatos, dados concretos, julgados, não julgáveis. Pessoas como eu defendem o livre arbítrio, o diálogo e não palavras predestinadas e treinadas. Pessoas como eu só querem que todos tenham direito, no conceito da lei, de viver bem desde que a liberdade alheia não seja chocada.

Portanto, meus grandes amigos, pessoas como eu, com certeza, teriam tido problemas na época da ditadura.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

(Não) Vai Ter Copa

Sumido por muito tempo, promessas não cumpridas de manter esta máquina girando ao menos quinzenalmente, mas o fato é que quando der eu sempre vou aparecer... e quando der vontade ou tempo. O título parece algo polêmico, mas garanto que não o é. E explicarei o por quê desta escolha, e claro, é minha humilde (talvez polêmica) opinião.

O futebol vai rolar, isso não tenho dúvidas e não deixarei de ver os jogos que eu puder ver (os que não chocarem horário com meus compromissos no trabalho, por exemplo). Nunca pensei contra o evento em si, sendo no Brasil ou no exterior, no "primeiro" ou no "terceiro" mundo, até no "segundo", se este ainda existisse. O fato é que não vai ter copa, pelo menos a copa que eu espero e que muita gente de bem também espera. Copa do Mundo é o nome dado a uma taça dourada, cujo seu design é um planeta Terra sendo erguido por algumas mãos, talvez simbolizando o alcance da nação campeã ao globo.

A Copa do Mundo (ou como antigamente chamada, Taça), é atribuída, ao final do torneio, ao campeão, o que melhor jogou, com ou sem torcida, com ou sem erros de arbitragem, com ou sem bom futebol. É simplesmente aquele que, no famoso "arroz com feijão" cumpriu com seus objetivos e conquistou o título. E é por aí que eu digo que não conquistaremos o título, apenas no futebol, e por isso que repito que Não Vai Ter Copa.

A copa que eu queria ver, além do futebol que eu assistirei como escrevi anteriormente, é a copa da igualdade. Aquela copa que negros, mulheres, homossexuais, minorias étnico-religiosas, indígenas e outras minorias sociais recebessem o mesmo tratamento do que pessoas com o meu estereótipo (branco, idade média, engenheiro, com carro, casa, smartphone e por aí vai).

A Copa do Mundo cujo objetivo é a Sociedade igualitária, sorrindo pra todos. A copa que eu queria sentir era aquela do povo que apoia os funcionários do metrô, que entendessem a causa deles e não comemorasse a decisão judicial de não dar aumento algum a eles e ainda aplaudir a polícia dando cassetada nesses "baderneiros". Afinal isso só é prova de que cada um olha para o seu próprio umbigo... Atrasar no trabalho ou pegar trânsito por causa dessas reivindicações? Nunca! Que volte logo o metrô e dane-se quem trabalha lá! - esse é o pensamento da grande maioria quando acordou ontem ao final da greve. A copa que eu queria gastar grana com ingressos é a copa anti-corrupção, principalmente da mídia.

A mídia brasileira tornou-se Mais Corrupta que os próprios políticos. Cada pesquisa de intenção de votos dá uma informação, alguns grupos (tanto de esquerda, quanto de direita - mas principalmente de direita) divulgando notícias falsas, jogando sujo, para angariar votos aos candidatos convenientes a sua sustentabilidade. Não tem como confiar na grande mídia, nem a Cultura que era a "Suíça" da mídia nacional se livrou dessa e agora pende para um lado da moeda... e esse ciclo vicioso de corrupção midiática não tem previsão de fim, e sempre em ano eleitoral se evidencia mais e a minha maior tristeza é ver amigos e outras pessoas se deixando levar por notícias falsas, acusando quem tem culpa, mas não tanta e defendendo quem está recheado de culpa há mais de décadas. A copa que eu sonho em ainda enquanto vivo assistir é, por fim, a copa a qual a situação trabalha sob grande (e leal) fiscalização da oposição, que ambas joguem limpo, assumam seus erros e que a oposição reconheça os acertos. Não esse jogo político sujo que assola o país. 

Quem governa fala que está tudo bem e quem opõe ao governo ataca tudo, inclusive as coisas que o governo acerta. E se a oposição é eleita, faria mais do mesmo (ou até pior), e isso é o mais triste pois de fato aconteceria. Por fim, a Taça do Mundo é nossa, e com o Brasileiro não há quem possa. No futebol pelo menos não. Nem no carnaval. E ah, vamos parar com essa coisa de achar que só há corrupção aqui no Brasil, que os estádios só ficaram caros e atrasaram aqui, que só no Brasil os empreiteiros financiam campanhas políticas. Vamos nos lembrar que recentemente empresas de outros países instaladas aqui (Siemens e Alston, por exemplo) se envolveram em problemas sérios de corrupção. Vamos nos lembrar também que há uma década atrás Al Gore foi derrotado nas eleições pelo George W. Bush numa polêmica enorme de votações.

Vamos nos lembrar também que os monumentos que tanto desejamos conhecer (Torre Eiffel, Big Ben, Estátua da Liberdade entre outros) foram construídos com a grana e o suor dos antepassados de países pobres e a exploração mineral destes lugares, que nunca viram o dinheiro, e as pessoas viram sequer os monumentos... então não é nada diferente dos estádios feitos para esta copa.

Estádios que não verão a copa, pois pra mim, Não Vai Ter Copa.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A lapiseira


Você deve se perguntar: "que título estranho, que imagem mais estranha ainda!". Tudo aqui é explicável, mesmo que seja um blog meu.
Amuletos, talismãs, patuás, tem gente que acredita nisso, e tem vários casos que tal fé neste "adorno" torna-o de fato especial. Meu avô por exemplo tem de tudo no carro dele: terço, figa etc. Isso é comum até, eu por exemplo tenho a camiseta da sorte e por tempos tive um short da sorte, o qual sempre que eu colocava o São Paulo ganhava (e por isso que depois que ele sumiu sem deixar vestígios, o São Paulo nunca mais foi o mesmo!).

De qualquer forma, eu até não acredito em objetos mágicos, mesmo sendo um pouco "nerd" e gostar de jogos de RPG e outras literaturas/animações relacionados. Hoje eu tenho uma lapiseira.

Sim, é aquela mesmo da foto.

Aos 14 anos, quando estava na oitava série, eu tinha daquelas lapiseiras 0,7mm da bic, coloridas, de plástico, se eu não me engano era verde-água com um rosa, parecia uma lapiseira da Estação Primeira de Mangueira. Atendia às minhas necessidades, porém eu gostava de roubar a do meu pai. Sempre que ele deixava o estojo à vista, eu pegava "emprestado" a pentel dele e a utilizava. Uma pentel preta, como a da foto. Na época não era uma lapiseira comum de se ver, até porque já se passaram 13 anos e, se hoje ainda é cara, imagina em 2000, que ainda era bem escassa!
Próximo ao final do ano, eu ganhei de presente uma lapiseira dele, igualzinha a que ele tinha. Sim, é aquela mesmo da foto.

Com ela eu passei no vestibulinho do CTIG/UNESP, fiz os três anos de curso com minha inseparável lapiseira, me formei Técnico Mecânico com ela.

Prestei dois vestibulares (USP e UNESP) e a prova para a EEAR de sargento, com a lapiseira, e passei em todos. Optei pela UNESP.

Após alguns anos fazendo Engenharia Mecânica, enfim me formei, neste ano, semana que vem eu pego o diploma, e pasmem, a lapiseira, sim, aquela mesmo da foto, me acompanhou até a formatura.
Esta foto eu tirei hoje, 14/01/2014, a exatamente 10 dias de pegar meu certificado de conclusão de curso. E há 13 anos eu e minha companheira, a lapiseira, sim, é aquela mesmo da foto, está ao meu lado nestas conquistas.

Acredito em amuletos de sorte? Não.
Contudo a lapiseira me ajudou, obviamente que sim. Quem pensou, fez as provas e conquistou este diploma, fui eu, mas o risco suave do grafite sobre o papel, a interminável borrachinha branca e o desentupidor de ponta tortinho estavam sempre ali, ao meu dispor, prontos para ajudar.

Acredito mais ainda na fé dos seres humanos sobre as pessoas. Acredito no amor de pai.
A lapiseira pode ser apenas um amuleto, mas a sorte com certeza é ter um pai como o meu.
Obrigado pai por acreditar em mim.
Serei o melhor lixeiro do mundo, carrego comigo o caminhão de lixo.
Só os fortes entenderão.

E claro, obrigado Pentel.

Abraço
Daniel

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

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Tem um gráfico que mostra a evolução tecnológica de um produto, ponderando a qualidade versus o tempo, ele é carinhosamente chamado de dente-de-serra. Como pode-se ver na figura, tem suas razões para este nome carinhoso. E aonde quero chegar com este gráfico? Bem, este gráfico mostra que, quando um item chega no auge de sua tecnologia, e não tem mais por onde melhorar, é feito um "upgrade" e este item cai um pouco de qualidade até atingir o patamar anterior e ultrapassá-lo em seguida. E isso se repete a cada inovação realizada. Este gráfico geralmente é utilizado nas inovações de produtos tecnológicos, como por exemplo a câmera fotográfica. 

No "final da vida" das câmeras com cartuchos (filmes), a qualidade das imagens era muito grande, algo que nas primeiras câmeras digitais não existia... como eu acompanhei desde as primeiras câmeras digitais vindas ao Brasil, meados de 2002, posso declarar com convicção dos fatos que apenas em 2010 algumas câmeras digitais já tinham tal qualidade como as de filme, e isso não é exagero, é a pura comprovação que este gráfico dente-de-serra é de fato coerente. Quero chegar ao objetivo desta dissertação, que são as mudanças. 

Todas as mudanças possuem um período de adaptação, e se levarmos este gráfico para nossas vidas ou nosso cotidiano, é realmente fato. Pode-se usar também este gráfico para algo chamado comunicação, e esse é o intuito desde o começo desta postagem. No início do Século XX, os meios de comunicação eram os mínimos: o rádio era o carro-chefe, o jornal já era consagrado e era o meio de comunicação das massas, afinal todos tinham acesso aos periódicos, e para longa distância o telegrama (tanto papel quanto o telégrafo - do famoso "código morse"), a carta (mais comum para menor urgência) e sim, para poucos (poucos mesmo!) o telefone, mas que demoravam dias até completar a ligação. Dá para se imaginar o caos que era a comunicação, não é? Não. O caos é o que vivemos hoje. Estamos na curva de inovação, no dente-de-serra, subindo novamente a ladeira do vácuo deixado após abandonarmos o telefone (e os celulares "comuns") para tablets, smartphones e computadores. A comunicação está uma bosta. E para não regredirmos mais ainda é necessário uma intervenção urgente dos usuários, de todos. 

Por que digo estar uma bosta? Simples.
- Pessoas estão se analfabetizando aos poucos, por preguiça, por comodidade;
- A interpretação dos textos estão cada vez mais difíceis (digo isso pois li uma postagem no blog do Sakamoto dia desses, e para mim era muito claro o que ele tinha escrito, utilizando ironias etc., a surpresa minha foi ver nos comentários da postagem dele milhares de pessoas criticando o texto, chamando ele de apoiador à ditadura etc e tal, quando ele disse exatamente o contrário). Ou seja, mesmo eu não acreditando em perda de inteligên cia, o povo está ficando burro ao trocar o papel pelo LCD (ou LED);
- A superficialidade está tomando conta, antes era exigido maior conhecimento e responsabilidade para divulgar informações às pessoas, havia mais segurança na informação. Hoje em dia a Wikipedia é a única fonte de informação para a maioria dos "estudiosos" - diga-se de passagem, eu uso a Wikipedia e acho uma ferramenta fantástica, mas sempre que eu pesquiso algo lá eu vou logo de cara nas referências utilizadas e vejo se há de fato uma coerência e aí sim completo a leitura. 

Não sou contra a evolução tecnológica da comunicação, mas sou receoso das pessoas, por ter liberdade de ler o que quiser, e principalmente escrever o que quiser, não pensar antes, porque antigamente as pessoas eram obrigadas a pensar mais antes de escrever algo, afinal a gente não tinha tempo (e dinheiro) para enviar 20 cartas ao mesmo destinatário corrigindo o texto, ou se a informação via telefone estivesse errada, a outra ligação só seria dias depois. Então as pessoas pensavam mais, refletiam mais, analisavam mais. E hoje, não, simplesmente não.

É fácil, por exemplo, pegar meia dúzia de palavras aleatórias de minha postagem e publicar falando que eu disse algo exatamente o contrário. 

Quer ver? 
Pegando uma das frases acima e suprimindo o principal dela, a oração irônica "estudiosos", ela fica assim: "Hoje em dia a Wikipedia é a única fonte de informação, diga-se de passagem, eu uso a Wikipedia e acho uma ferramenta fantástica!" 

Viu que a conotação mudou 360 graus? E com certeza se eu fosse famoso, ou me auto declarasse um filósofo cientista antropo-sociólogo, pessoas iriam lotar minhas caixas de e-mail dizendo que eu sou um idiota e coisa do tipo. Como o ocorrido com o Sakamoto e com várias outras pessoas. 

Novamente, a inovação está aí e deve ser cumprida, mas é preciso maior filtro, nada que suprima a liberdade, longe disso, mas as pessoas não podem esquecer que o livro ainda é o melhor amigo do homem (junto do cachorro), devem explorar a diversidade da internet para o lado positivo e ler várias opiniões a respeito de um mesmo assunto, e principalmente não tomar como verdade uma interpretação mal feita de algum assunto, e mais principalmente ainda, escrever direito, e saber o que se escreve.

Sem fundamento, não há argumento.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O óbvio

Olá. A "postagem de natal" deste ano é bem óbvia, já bastaria o título, porém o conteúdo é óbvio, como será visto.
A primeira coisa que digo é a respeito de 2014. Será um ano importantíssimo no Brasil.
Ah, por causa da Copa do Mundo? É óbvio que não. A Copa do Mundo será trivial e o "país da bola" só perde se quiser.
O ano será importantíssimo por causa de outro assunto, e neste o Brasil anda mal: eleições.
Muitos dizem que eu gosto e teimo em discutir política. Não, não discuto por gostar, e sim por achar necessário. Queria eu que não precisássemos discutir sobre política, que o país estivesse nos rumos certos, em boas mãos - temos exemplos ao longo do globo, fico feliz em dizer que pelo menos um bom exemplo em cada continente, mas não é o fórum para esta análise - e por isso é totalmente saudável todos discutirem política.
Entretanto, não acho que o foco principal desta postagem é falar a mesma ladainha que a situação e a oposição hoje andam numa barca furada em um mar cheio de tormenta, o foco principal é falar de coisa óbvia, mas não tão descarada assim.
O que é óbvio a se dizer no Natal?
Bom, eu por exemplo precisava ganhar de presente de Natal vergonha na cara e ajudar mais aos outros que precisam.
E digo mais: esquecendo da grana dos impostos que o governo arrecada e faz pouca coisa com isso, por que não esquecemos de só reclamar disso e não fazemos uma "política com as próprias mãos", que eu gostei de chamar de auto-política, ou política autônoma?
Olha como é simples, vou mostrar um exemplo: mutirão.

Mutirão?
Sim.

O prefeito da sua cidade não é bom e os vereadores são idiocráticos? Simples.
Vamos juntar as pessoas, grupos de 10 por vez, e cada final de semana a gente se reúne e vai pintar uma escola que esteja caindo aos pedaços. A grana a gente arrecada nos bairros... ou aceitamos a tinta e as ferramentas em mãos. Duvido que uma mãe, por mais dificuldade que passe, vá negar R$1,00 para melhorar a qualidade de ensino do filho.

Outro exemplo?
Corrente do bem. Tem até um filme disso.
Dois exemplos.

Se 5 milhões de pessoas (não é muito num país de grandes proporções, cuja maior cidade deste tem mais de três vezes este número) doassem apenas R$1,00 cada, por mês, seriam R$5.000.000,00 por mês arrecadado e por ano R$60.000.000,00 - imagina quanta instituição carente estaria bem das pernas com o troco que você dá pro maluco da esquina que vigia seu carro a troco de crack (que se tivesse instituições decentes pra cuidar não estaria pedindo esmola pra fumar!)?
Ah tá, bati na sua porta e você achou estranho, e não quis me dar R$1,00?
Levante seu lindo e amado traseiro e vá à porta de algum albergue, asilo, orfanato, abrigo e doe você mesmo, pode ser arroz, fralda, feijão, milho, galão de água, ou R$1,00.
Aí dane-se se aqueles que deveriam fazer isso com nossa grana não o fazem - poxa, R$1,00 não é nada perto da felicidade que seria proporcionada.

Mas não.
Queremos doar no Criança Esperança por causa da visibilidade!
Que lindo isso né?

O outro exemplo é mais simples e mais barato que o R$1,00 que citei acima: vai visitar um hospital com crianças com câncer, vá visitar um asilo, vai distribuir sopa para os mendigos.
Se cada um dos 5 milhões que citei fizer isso uma vez ao mês, a cada dia estarão fazendo caridade gratuita e gratificante 167 mil pessoas. O Brasil tem 5564 municípios, então seriam PELO MENOS trinta pessoas por cidade, por dia, fazendo algo de bom.

E o que mais me chateia é que tudo que eu falei é óbvio.
Porém é óbvio que é mais fácil criticar o político, porque obviamente ele não faz o que deveria fazer.

Falta infelizmente união. Não adianta poucos fazerem, não adianta um ou outro se predispor pra isso.

Aí a gente pensa: eu não vou fazer isso, porque eu quero sair final de semana e descansar, eu mereço, poxa! Eu estudei pra caramba e agora trabalho pra caramba. Esse pessoal que está nas ruas não fez nada por merecer. Então fica uma reflexão óbvia: Numa guerra não adianta ser o melhor soldado, excelente atirador, lutador de cinco artes marciais, se o batalhão todo for derrotado. No final, se sobrar só você, o jeito vai ser se render.

Isso é óbvio.
Vencer a guerra não é achar que ter bom emprego, casa, carro e lazer é o ápice e a vitória. Enquanto tiver uma alma viva com condições piores que a nossa, a guerra ainda continua, e se o país sucumbir, a casa, o carro, o lazer e o emprego serão trocados por arroz, feijão, fralda e, obviamente, cada UM real que alguém puder nos dar.

É melhor pensar que Natal é isso, tempo de sempre refletir.
É tão óbvio, trivial, que qualquer um que ler isso vai achar que já leu em algum lugar, mas obviamente nada fez.

Assim como eu poderia fazer mais.
Você também.
Feliz Natal e renove esta reflexão.
Abraço
Daniel

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

10 coisas (inúteis)

Bom, tem uma corrente maluca de uma amiga maluca correndo no Facebook, e essa amiga maluca, a Lívia, me contagiou contando 10 fatos interessantes (talvez inúteis para quem não a conheça, mas bem legais para quem a conhece bem). O fato é que me fez até voltar a escrever aqui, visto que eu não tenho mais empecilho nenhum para escrever, já que as férias (eternas) da Engenharia Mecânica estão realmente iminentes.

Vai lá.

1) Minha memória para fatos antigos é impressionantemente impressionante. Eu lembro de fatos, nomes de pessoas (que com certeza nem se lembram de mim há uns bons 20 anos), endereços, lugares... e mesmo que minha memória recente (de dias, horas, minutos) seja péssima, a memória de fatos antigos é realmente algo que até eu mesmo acho isso relevante.

2) Devido ao item 1, eu sofro, e como eu sofro... tenho "grandes" amigos que sequer lembram meu nome, e eu ainda os considero muito... pessoas do tipo, quando eu encontro, eu falo: "E aí, cara, como estão as coisas?" e a pessoa responde: "Quem é você, mesmo?"... é uma decepção muito enorme, e acreditem, acontece comigo pelo menos umas 4 ou 5 vezes ao ano.

3) Já fui barrado por um antigo "melhor amigo" aos oito anos de entrar numa igreja por não ser católico. Foi algo tão decepcionante que eu me lembro ainda disso e me faz crer que ser a minoria é sempre vencer um desafio a cada dia. Dez anos depois esse mesmo amigo veio buscar conforto em minha religião.

4) Ainda falando em amizade, eu sou privilegiado... Aquela história de que não se conta nos dedos de uma só mão a quantidade de amigos, pra mim é farsa... eu tenho muitos amigos, e todos eles provam a cada dia que são de fato pessoas que me farão alugar mais, pelo menos, uns cinco ou seis dedos para contá-los.

5) Sou fanático por futebol, principalmente porque sempre fui copy and paste do meu avô (e ele era fanático, heim?!). É algo tão doido que eu sei a bobeira que é ver 22 candangos correndo atrás de uma bola, mas eu perco todo o tempo do mundo para ver cada jogo e depois pensar "que melhor tempo perdido do mundo" é esse.

6) Viciado em video-game, desde pequeno, desde o primeiro Atari. Já tive Nintendo, Super Nintendo, Gamboy, PC, PS, PS2, Xbox 360. Mas pra mim o Super Nintendo sempre será o melhor.

7) Sou noturno, gosto de dormir beeem tarde e acordar tarde também. A coisa mais triste do mundo para mim é acordar cedo, e eu só acordo porque preciso trabalhar. E ponto! A minha vantagem é conseguir sobreviver dormindo 4h por dia.

8) Meu sonho de infância era ser gari (lixeiro). Enquanto meus amigos queriam ser médicos, engenheiros, advogados, até meus 7 ou 8 anos eu queria vestir aquele uniforme laranja. Mudei de opinião depois, mas ainda sim tenho a boa mania de ficar irritadíssimo ao ver algum porco jogar papel pela janela do carro.

9) Tenho duas vidas imaginárias. Numa sou jogardor de futebol dum time imaginário, noutra tenho uma banda de Rock vencedora de vários Grammy. Falando no segundo fato, tenho mais de 300 poemas escritos (muitos deles tem melodia e virou letra de música).

10) Já falando em saber escrever, meu sonho de ensino médio era ser jornalista. Sou um engenheiro com uma facilidade tremenda em escrever, além de ser apaixonado por livros (não e-books! eu não troco o cheirinho de papel por NADA!). Minhas notas no ensino médio sempre foram maiores em português, inglês, história e geografia. Não me arrependo em nada de ter mudado de idéia e ir pra exatas.

Aliás, eu não me arrependo de nada. Sou apaixonado pela minha vida. E por isso mesmo que caberiaa aqui colocar mais umas 10 curiosidades inúteis, mas quem sabe em outra hora.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O politicamente incorreto

Boa noite.

Não sei se alguém vai ler isso, afinal ninguém gosta de bad guys tomando conta dos bad guys.
Sou o que chamam de anti-herói, uma pessoa que tem algo fora do comum e usa isto para salvar as pessoas, igual aos herois, porém não tem as mesmas frescurites, e não faz questão de salvar a todos.
Sacrifícios são necessários para um bem maior. Sempre são. E aí que o anti-herói é mais humano e erra menos que um herói comum.
Ah, claro, um herói convencional não tem vícios a não ser prender os bandidos.
Eu sou viciado em álcool, e fumo constantemente, nada ilícito, diga-se de passagem, mas é algo que um herói comum acha errado. Como se fosse errado viver em sociedade e passar despercebido.
Também, obviamente, como anti-heroi que sou, não uso fantasias nem mascaro minha vida, porém uso um disfarce: meu nome. Me chamam de Pereira, mas não é meu sobrenome, é uma ficção para proteger meus familiares. Eles não merecem pagar pelas minhas desventuras.
Você deve se perguntar de meus poderes especiais. Não, eu não tenho nada fora do comum fisicamente falando, porém tenho uma capacidade tremenda de pensar em diversas situações. Como assim?
Eu já contei que fui preso? Tem a ver com o parágrafo acima.
Sou um rapaz do interior de São Paulo, de família simples, estudei e me formei em Educação Física. Era o curso que tinha na cidade, pelo menos o único que prestava. Aprendi artes marciais, e sempre fui bom em basquete. Mas isso não tem a ver com o assunto acima.
Agora sim, tem a ver. Mesmo tendo feito Educação Física, eu sempre tive um raciocínio lógico incessante, capacidade em me disfarçar, em criar e simular situações para meu prazer próprio e aí que entra minha temporada na cadeia e em seguida minha vocação para anti-heroi.
Certa vez li num noticiário a respeito da segurança da Casa da Moeda, onde são feitas as cédulas de nosso dinheiro. Eu invadi três vezes. A primeira como fornecedor de papel-moeda, a segunda como segurança (ah!) e a terceira vez simplesmente com a cara de pau, me passei por um funcionário.
E não invadi para roubar dinheiro algum, não levei nada. E ainda mostrei que a segurança deles era falha, três vezes.
Fui para a cadeia e conheci o então Tenente Milton Barbieri, um recém promovido bacharel em Direito que estava formando uma equipe de Serviço Secreto no país, aos moldes da CIA, porém muito mais modesta. A idéia desta equipe era investigar os "ininvestigáveis". Políticos corruptos e corruptores, criminosos de colarinho branco, e vez ou outra assassinos perfeccionistas (aqueles quase nunca encontrados), principalmente em crimes que envolviam o tal algo a mais - crimes de grandes empresários, governantes, benfeitores etc.
O Tenente Barbieri foi em minha cela e me ofereceu um emprego: fazer o bem à sociedade discretamente, invadir residências sem ser percebido e buscar provas para acusar ou inocentar alguém - sim, algumas vezes era necessário forjar provas para incriminar os verdadeiros criminosos - e assim surgiu meu papel em salvar a sociedade do caos que traficantes, corruptos, corruptores e outros tipos de corja estavam fazendo com os brasileiros. Se preciso, dou umas porradas também.

Não que eu me importe com mídia ou com elogios da população. Eu não faço isso só por eles. E dane-se se eu passar o resto de minha vida desconhecido para a maioria. Prefiro assim, eu sou assim.
Sou discreto e ganho por isso.
Sou um anti-herói e não me importo em ser politicamente correto, faço o que é preciso custe o que custar.
Preciso ir dormir, amanhã tenho uma missão importante, detalhes apenas depois, não posso revelar meu trabalho sem tê-lo realizado, afinal os inimigos também tem caras como eu, e tolo é quem acredita em privacidade no nosso mundo atual.

Sou um anti-herói, sou o Pereira, muito prazer.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vermelhou no curral?

Tenho ouvido muita inverdade a respeito, gente que não estuda para falar e sai aos quatro cantos falando... mas vamos lá. 

Está bem, vou falar que Cuba tem um IDH maior que o Brasil, analfabetismo e mortalidade infantil quase nulas e que quase todos os cidadãos, pobres ou ricos, tem moradia lá. Aí vão me dizer, obviamente: "Olha o tamanho do Brasil e olha o tamanho de Cuba! 

Aí lhes respondo: Um país que mal tem espaço para a população, quiçá para agricultura e pecuária... que tem trocas comerciais exteriores mínimas devido a "proibição" estadunidense desde 1960 (sim, os EUA ainda temem a Guerra Fria eu acho... piada?), e mesmo assim, MESMO ASSIM sobrevive. 

Não digo que Fidel fez certo ao ficar tanto tempo no governo, e que Che foi realmente o santo que vendem (acho até que está longe disso!), mas se tem algo de bom naquele país sem quase nenhum recurso e mesmo assim tem indicadores sociais melhores que os nossos, é bom fazer um benchmarking. 


Aí vão me falar que tem muito cubano que foge diariamente de Cuba rumo aos EUA para "uma vida melhor". 


Destaco três pontos referentes a esse assunto: 

- Os cubanos vão clandestinamente aos EUA porque o país destino que fechou as portas pra eles, e não o contrário. Se assim fosse, como explicar os turistas que entram e saem de Cuba quando bem entendem? E a tal jornalista que critica pra caramba Cuba como se lá fosse o Irã e vai e volta quando pode?
- Qual o problema dos cidadãos de Cuba tentarem a vida fora de lá? É bom que saibam que o Brasil tem a maior colônia estrangeira nos EUA, uma das maiores no Canadá e está no top 10 de quantidade de pessoas que saem do país por ano. E tenho certeza que é muito mais brasileiro fora do Brasil que a população toda de Cuba. E detalhe: diz pesquisa que mais de 30% dos brasileiros estão ILEGAIS no exterior. 
- Essa vida melhor que o cubano procura nos EUA indo lá clandestino, o que será? Prostituição? Tráfico de drogas? Babysitter? Morar de aluguel, viver para pagar o que comer e o que beber e mesmo assim sofrer com preconceito? Gosto sempre de lembrar que nem todo país do mundo é igual ao Brasil, que ama mais os estrangeiros que os próprios cidadãos nacionais... 

Vale ressaltar que não existe sistema político sócio-econômico ideal, mas garanto que tem sistema melhor que o nosso. 

Não acho errado os brasileiros trabalharem fora, acho inclusive que essas barreiras territoriais deveriam cada vez mais diminuírem, o mundo é um só. Eu só acho errado as pessoas que olham um cisco nos olhos dos outros mas não enxergam o caminhão de areia nos próprios. 

A vida em Cuba ou em qualquer lugar no mundo está difícil de dizer que é a ideal... vemos países em que a riqueza é tamanha que a solidão vem junto. 

Tem país que é tanta pobreza que mata-se por comida. Nós temos recursos, nós temos opinião. Só não temos um sistema que nos ampare. Só ampara quem tem dinheiro, ou estou errado? 
Pede dinheiro no BNDES para sua micro-empresa para ver... demora 1 século. 
Eike Batista deita e rola, e não só ele... os Marinho, Edir Macedo... 

Vermelho, vermelhaço, vermelhante, vermelho.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O mundo é meu, é seu, é nosso


O coitado do blog sempre é prejudicado pela falta de tempo, paciência ou organização de seu dono, costumeiramente conhecido por "blogueiro", não posso nem consigo prometer novamente 1 postagem por mês, pelo menos, mas prometo sempre tentar. Mas vamos lá. 


Essa onda de manifestações ao longo do Brasil foi no mínimo importante no sentido de mexer um pouco com as pessoas que estavam na inércia política¹ há muito tempo ou aquelas que colocavam em tempos remotos de Orkut, no campo posição política, "Apolítico". Meu caso é o segundo. 
Sendo o segundo caso o qual me encaixo, já digo de antemão: Não tem como ser Apolítico. Uma pessoa apolitizada sugere que seu país seja governado por uma monarquia, ou uma ditadura militar beirando o fascismo. Sim, porque só pelo fato da pessoa se dizer fora de qualquer discussão política já conclui-se que esta diz ao governante: "Faça o que quiser, eu não vou me meter". 
Sim, algo que eu ainda sou e que qualquer um pode ser é Apartidário. Mas tem muita diferença... Podemos ser apartidários sem ser apolíticos. E aí que vem o "causo" dessas manifestações e reforma política. 
É muito importante quem tenha partido que defenda-o, inclusive nesse tempo de manifestações. Porém os apartidários também tem vez. Quem sabe a hora agora é de procurarmos partidos e pessoas com ideias similares aos nossos? Com certeza encontraremos. Não é preciso se vincular a um partido só, mas é muito importante se vincular a políticos das boas causas, ou melhor dizendo, políticos que defendam a SUA causa, considerando SUA = NOSSA, já que para começar a se politizar, nosso pensamento deve ser geral e não pessoal. 
Outra coisa importante é, como disse meu amigo Augusto (em http://criandometas.blogspot.com) buscar fontes diversas de informação, não ficarmos presos à mídia fácil², ler inclusive textos de pessoas que já te disseram certa vez como sendo pessoas ruins, com pontos de vista errados etc. Lembrem-se do que falei de inércia política? Então, essas pessoas inertes sempre são contra àqueles que querem frear o efeito da Segunda Lei de Newton para a Política. 

E para finalizar, vou apenas finalizar, afinal tem bastante meio midiático bom para que façam as consultas devidas, aqui não é o local, sou um mero blogueiro amador que fala o que pensa, sem muito embasamento teórico, mas com certa razão. 

1 - Inércia política: O ato de se manter alheio aos problemas políticos, o "efeito reeleição", no sentido daqueles que dizem: "Já que já está lá eleito, vamos reeleger!". A inércia política não é apoiar quem está no poder (partido ou pessoa), mas sim mantê-los lá, para evitar mudanças, sendo arriscar não melhorar pelo medo de piorar ainda mais. 
2 - Mídia fácil: Aquele método midiático de informação mais facilitado o possível, canais de TV aberta, por exemplo, que não se precisa nem de antena para funcionar em qualquer lugar do país. Ou aquelas revistas que você é perseguido por "estudantes de publicidade" dentro da Americanas, que te dão 1 ano grátis, mais uma bolsa e um relógio. 

Até!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

(Nos)tal(ma)gia

Muitas lições e aprendizados passam dos pais para os filhos, o modo de se portar, comportamento, educação. Mas, sem sombra de dúvidas, os gostos, os costumes e principalmente o apreciar o que é bom de cada época, por mais que a criançada de hoje em dia torça o nariz para certas lembranças nostálgicas dos pais e avós, um pequeno embrião fica dentro do pequeno ser, e um dia na vida, pode ser até no final dela, essa criança vai se lembrar do pai falando como era bom aquilo.

Estou numa idade que com certeza foi esquisita para os pais dos pais dos pais dos meus pais também como é para mim. Aquela transição dos 20 aos 30 anos, independente de ser 21 ou 29, mas é muito, mas muito esquisito ver a evolução que passamos, o boom tecnológico e principalmente pensar como criança, mas já ter que agir como um adulto.

Converso horas e horas com amigos a respeito dos desenhos antigos, me emociono ao ver o flashmob do Pica-pau descendo as cataratas do Niágara, imploro para a mídia em vinil voltar a ser comercializada, fico besta quando vejo promoção de jogos indie, e o mais interessante é que tudo isso que me deixa saudosista sequer é de minha época: incrivelmente comprovando minha teoria: vinil, Pica-pau, Atari é tudo da época do meu pai.

Tudo tem seu lado bom na evolução, mas nada evolui sem ter passado. O passado precisa, merece ser valorizado. O passado merece ser lembrado, sendo bom ou ruim.
As crianças brincando na rua, como eu brinquei, talvez nunca mais eu veja. Mas farei questão de falar pro meu filho o quanto eu era feliz jogando caixotinho descalço na rua, mesmo que uma lasca de carne do meu dedão ficasse todo dia na guia... o quanto eu fui feliz ganhando o Nintendinho do meu tio, ou quando, com meu próprio dinheiro (valiosos R$250,00 em 1996) comprei meu SNES.
Ou até mesmo quando eu ficava louco de felicidade ao meu pai liberar minha ida ao Halloween da minha escola e poder voltar meia-noite (e a escola era 5 minutos a pé de casa!).

Eu simplesmente AMO essa onda nostálgica que ronda a sociedade. Eu simplesmente AMO essa moda de criar jogos com gráficos porcos mas que realmente divertem e todas as idades viciam. Eu simplesmente AMO me sentir na pele de meu pai vivendo os anos rebeldes (80´s) ou até mesmo a onda hippie de meu tio (70´s).

Mas principalmente, para um adulto do ano 2000, eu AMO lembrar e saber que fui uma criança dos anos 90, que por muitos criticados como uma fase fraca de ideologias, mas hoje vemos o quão importante foi para mudar e revolucionar as crianças que nascem no Século XXI.

E mais um Natal está chegando, e mais um ano se aproxima do fim. É mais um ano de luta, mais um ano de vitórias merecidas e derrotas aprendidas.

E viva a nostalgia: dentro da NÓS, a TAL maGIA.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Othaland

Às vezes meus pensamentos me transportam para um lugar de paz, onde reina a natureza e os animais, um lugar onde o único corpo estranho ali sou eu.

Não se pode compreender pensamentos como este, mas pode-se concluir que toda minha paz de espírito em meio a tanta turbulência na vida (estudos, trabalho etc.) e em meio a tanta coisa ruim (corrupção, violência, egoísmo...) tem ligação com este lugar.

É engraçado desejar silêncio onde tudo que precisamos é de barulho;
É estranho desejar tranquilidade quando dentro de nós tem algo bombeando sangue a uma velocidade inestimável;
É ultrajante suplicar pelo canto de um sabiá quando nossos ouvidos estão acostumados a ouvir barulhos diversos, que não de uma bela ave.

Mas é o meu lugar, é a minha alma suplicando por paz, implorando por simplicidade e ao mesmo tempo me mantendo no eixo, dentre tantos e tantos problemas que temos ao tentarmos apenas viver uma vida normal.

Me transporte para o meu lugar quando quiser, mas não sempre que puder.
Minha alma me leva;
Pois mesmo leve a pena cai.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Runonsky

Exatamente quatro meses depois cá estou, eu abandonei o blog propositalmente desta vez.

Faltou criatividade, não tem jeito, não vou ficar enchendo linguiça só para deixar isso povoado, mas povoado de quê? De textos que não descrevem minha alma? Escrever como um redator de jornal que, quando ninguém importante morre, nenhuma bomba explode no Oriente Médio, ou nenhum estadunidense fala merda, acaba colocando alguma notícia "bombástica" sobre alguma sub celebridade do BBB? Não, não é do feitio de "escritores amadores" como eu que, sequer ganham dinheiro com os blogs, então pra que perder tempo com inutilidades proferidas?

Mas beleza, cá estou e não estou para ficar de lorotas... o fato é que um texto que meu amigo Augusto (http://criandometas.blogspot.com.br/)  colocou no Facebook dele me lembrou de minhas postagens que me faziam rir e me lembrou de ter vontade de escrever algo legal de novo... legal pelo menos pra mim... obviamente que o texto abaixo nada tem a ver com aqueles devaneios doidos que tive outrora, inclusive é meio que o oposto, por mais estranho que seja, afinal, a inspiração veio do verso do inverso...



Runonsky

Certa noite ele olhou para o céu. Cada estrela que ali estava tinha o porquê de estar lá, por alguma explicação. Obviamente que onde ele estava, podia se ver parte da nebulosa de nossa fantástica e bela Via Láctea.
Da onde ele estava podia ver também o cume do Everest, e ao mesmo tempo podia ver as profundezas do Oceano Atlântico.
Não tinha limites para ele, então decidiu ir ao Sol... e de lá foi para Urano, Netuno e quis ir além. Foi conhecer a nebulosa Cabeça de Cavalo.
Passou pela imensidão negra do vácuo, viu de perto um buraco negro, mas não foi sugado por ele. Pobre estrela, ele pensou, que perdeu seu brilho e imensidão, agora como uma triste massa densa e negra, quer tudo de volta pra si.
Ainda não satisfeito, decidiu voltar... viu que tinha este poder, viu que estava onde quisesse, viu por fim, que a Terra era tão linda quando vista da Lua.
Mas quem é essa pessoa que consegue ir e vir de tão longe? Isso parece não existir...

Esse alguém sou eu, mas nem saí do meu quarto para ver tudo isso.
Tolo é quem ainda acredita que a Velocidade da Luz limita a Velocidade do Pensamento.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Aff 2, o Retorno de Jedi


Falta inspiração... não sei se é porque falta paciência, porque falta tempo, porque falta sono... na realidade falta um por quê.
Mas ela não vem. Até para colocar algo simples no blog falta criatividade... eu realmente não estou com criatividade NEM para copiar algum texto de alguém famoso, alguma citação legal, alguma letra do Lennon ou do Jobim... enfim.
Não vou me alongar muito, esperem até Julho, quem sabe algo novo apareça em minha cabeça, que não cálculos literais, metodologias de trabalhos corrosivos ou idéias sem nexo que as vezes julgamos boas, e seguimos adiante.

Bom final de semana,
Daniel

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A melhor solução sempre é a mais simples


Engraçado como esta frase, uma citação bem antiga que foi revivida no seriado “Everwood” (que enfim, eu nem gostava deste seriado e ele nem durou muito), e que toma conta de nós desde que nascemos até quando partimos. É incrível como o ser humano gosta de sofrer. É incrível perceber isso sempre, principalmente depois de um revés. A gente sempre tende a apostar nossas fichas no caminho mais dificultoso, porque no momento ele parece ser o mais fácil e a gente assume “depois corrigir”. Esse “depois corrigir” que é o problema.
Por que nos estressamos com coisas banais?
Por que forçamos a convivência com aquelas pessoas que te trazem pra baixo, que te fazem mal, que fofocam da vida alheia?
Por que queremos saber tudo, mesmo que as pessoas te digam que algumas verdades não precisam ser ditas para não nos magoarmos?
Mas é aquela sina do ciumento, que fica a vida toda procurando algo que vai chateá-lo. E quem procura, acha!
Estou cheio de ditados consagrados hoje! Kkk
O fato é que eu estou desviando o foco... vamos ao foco da postagem...
Tenho uma vizinha, mãe de um amigo meu, que quando éramos crianças ela acobertava nossas traquinagens na rua. E sempre tinha um vizinho chato que não deixava jogar bola, que xingava a gente de ficar andando de bicicleta na calçada o que ficava riscando a calçada com tijolo pra pular amarelinha, ou até mesmo jogando queimada.
E essa minha vizinha, a que nos acobertava, falava que não adiantava a gente ficar nervoso e proclamar bobagens a esses vizinhos “chatos”, e aí ela criou um lema: “Vira as costas, espera ir embora e volte a brincar”.
Era uma tática simples mas foi, e até hoje é, 100% eficaz.
Vinha um vizinho chato encher o saco, todas as crianças (e eram muitas, mais de 10) viravam em sincronia as costas para o “chato”, esperava ele terminar de falar e sair, e enfim voltava a brincar. O fato de deixar uma pessoa falando sozinho para um punhado de costas deixava os “chatos e chatas” mais estupefatos ainda, porém nos eximia de nós ficarmos estressados e com aquela adrenalina enfartante de um pós-briga (é muito ruim, e eu como sempre estressadinho que fui, minha vida mudou depois desta tática gloriosa).
Falando em glória, sim, o nome dessa vizinha é Glória, a famosa Glorinha.
Tenho saudades daqueles tempos de infância. Tenho saudades do lema “Vira as costas, espera ir embora e volte a brincar”. Às vezes precisamos fazer isso, virar as costas para a chateação, deixá-la passar, ir embora e assim voltar a raciocinar com a mente livre. Uma técnica simples e que eu conheço há pelo menos 20 anos...
O problema foi quando usamos esta tática com a Glorinha... mas paciência, viramos as costas, esperamos ir embora e voltamos a brincar...

Abraços!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Ahhhhhhhhhh

Ahhhhhhhh!!!!!!!!!! AAAAAAAAAAAAAAAhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!! O grito horrorizado de um dia que de tão normal foi estressante.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O que é primeiro mundo?

Nunca fui paga pau de estadunidense e também nunca fui um "anti-estadunidense", afinal a população não pode pagar pelos atos de seus governantes.
E não podemos também tirar o mérito de uma nação que chegou ao topo em menos tempo que nós vamos chegar (está certo, pode ser provavelmente porque nós pagamos durante mais de 4 séculos dívidas herdadas pura e simplesmente de nossos "amigos patrícios") e porque também os ingleses foram muito menos carrascos para eles do que os Manoéis para conosco.

Entretanto, não vim aqui falar de história. Tenho dois amigos baixareis nisso que podem explicar muito melhor que eu.

A intenção desta postagem é mais simples, porém não deixa de ser um comparativo triste da realidade do que é primeiro mundo e do que é terceiro mundo, mas referente a algo mais próximo de nós.

Enfim, vamos ao fato.
Minha tia foi aos EUA e eu fiz umas compras pelo site da Amazon.com e eles me ofereceram um free trial de uma conta Amazon Prime durante 1 mês. Eu aceitei obviamente, sob juras de frete grátis e entrega em menos de 1 dia. Dito e feito, cumpriu-se com o prazo.
Hoje vi minha fatura parcial do cartão internacional e estava lá em negrito vermelho: Despesas Internacionais - Amazon Prime (USD79,00 ) [aproximadamente uns R$135,00).
Fiquei desesperado, afinal eu comprei durante 2 dias e não utilizei os benefícios do Prime e talvez demoraria um período grande até usar de novo, pois meu primo deve vir nos visitar só no natal, se vier ainda...
Então eu achei que estava tudo perdido, eu estava ferrado!

Foi quando comecei a entender o que realmente é primeiro mundo.

Entrei no site da Amazon, no chat online, e comecei a destilar meu bom inglês (kkk), alegando que eu tinha cancelado a conta antes do fim do free trial e mesmo assim cobrou e... eu ía continuar explicando minha vida para a atendente, quando, surpreendentemente, ela respondeu antes de meu enter:

- Ok, senhor Daniel, desculpe por ter acontecido isso, fico triste pelo fato do Sr cancelar a conta Prime, mas fique tranquilo se quiser contratar novamente depois. Seu dinheiro já foi estornado para seu cartão Visa XXXX-XXXX-XXXX-XXXX. Mais alguma coisa?

Quase eu respondi: Sim, preciso que você e sua empresa ensine aos brasileiros comerciantes como trabalhar com os clientes.

Mas claro que eu disse um singelo "Thank you very much, you've saved my life, my day, you are the best!" huaheuaheehauehaue

Não podemos ser paga pau de nenhum país e de ninguém, mas precisamos mostrar para as grandes coorporações que, assim como os estadunidenses, não somos otários. E não é só porque aqui se parcela grandes vendas (e lá nos EUA não em grande parte das lojas, principalmente online) que a gente tem que aceitar ser mal atendido.

Se fosse em algum site nacional, exceto alguns (Kabum, Kalunga, Balão da Informática dentre outros poucos que são decentes e honestos com o consumidor) vocês sabem que eu estaria esperando o estorno do débito indevido até uns 4 meses depois de ter pago.

No Amazon.com eu nem tinha pago ainda. e não é só lá, já comprei muito no Steam, eBay e é a mesma boa prática.

Sem palavras?
Sim, eu fiquei.

Bom final de semana a todos!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Post diferente: Chuck



Olá a todos!

Geralmente não posto sobre filmes, séries ou coisas do tipo, raramente de música, mas hoje devo abrir uma excessão.

Sou uma pessoa que não gosto realmente de ficar em casa, gosto de sair, sempre que posso e tenho tempo, mas duas coisas me prendem a atenção demais da conta: games e séries.
Sobre games, uma postagem só não dá, porque são muitos os preferidos que eu nem consigo eleger um melhor que o outro, cada um no seu estilo.

Sobre séries, enfim, por mais que num futuro eu deseje ter uma outra nova preferida, eu tenho uma a qual eu escolhi: Chuck.
Não tenho muita certeza por quê, inclusive por ser uma série que não foi talvez nem de perto a mais vista nos EUA, mas que deixou uma grande legião de fãs ao redor do mundo, mas com esse mundo digital de ".avi's" da vida, como os canais ao redor do mundo não atingiram boas audiências também (obviamente quando Chuck chegava na Warner Brasil eu já tinha visto os episódios, kkk) então a série foi relativamente curta, 91 episódios divididos em 5 temporadas.

Outro detalhe é que a série não é de um tema definido. Ela não é comédia (como Friends, Modern Family, 2 and a Half men...), não é policial (como CSI's, The Mentalist, NCIS...), não é drama (como Revenge, ER...), não é ficção (como Supernatural, The Walking Dead, Lost...), por fim, nada disso mas tudo isso junto.

Eu tenho minha "segunda colocadas", que é possivelmente bem melhor para a grande maioria dos viciados em séries: The Mentalist.

Inclusive, por ironia do destinho, The Mentalist que acabava com a audiência de Chuck nos EUA, ambas disputavam horário, e o Patrick Jane tinha um olhar mais sedutor para os telespectadores estadunidenses.

Enfim, concluindo, Chuck é minha série predileta, tanto que por ser curta, apenas 5 temporadas, eu enrolei mais de três meses para ver a temporada final (acabou antes de fevereiro, eu terminei de vê-la hoje).

Tenho alguns motivos para esclarecer minha preferência:
1) Uma série que não nos prende a um tema só. Ela tem ação, comédia, drama, romance, ficção científica etc.
2) Conta a história de um nerd que consegue virar um espião e casar com um mulherão. Isso me causou interesse pela história, porque esse tipo de abordagem geralmente é feita em filmes o qual as mulheres passam por isso (geralmente aquelas "feias" que gostam do cara bonito e são inteligentes, só se ferram e no final se dão bem). O fato de ter sido com um cara comum protagonizando, deu um ar interessante de verdade na série.
3) Como nerd, ele gosta de games, Star Wars, RPG, computadores, e na casa dele tem tudo quanto é bugiganga que teria em minha casa com certeza!
4) Eu gosto de contrariar. Como a série não é das mais famosas, eu me interessei por ela.
5) A primeira temporada veio de presente do meu tio Ricardo, que tinha gravado para assistir, eu fui na casa dele certo dia e ele me fez uma cópia, falando que era legal etc. E nesta época estava tranquilo na faculdade, solteiro e com muito tempo para assisti-la.
6) Foi a primeira série que eu acompanhei com certa frequência e assiduidade.

Não vou enumerar aqui os porquês, apenas queria deixar minha opinião e para quem tenha os gostos parecidos com o meu assistam a série, pois eu garanto horas de diversão durante 91 episódios, recheados de espionagem, comédia, drama, ação e romance.

Enfim, acho que esse post foi mais para aliviar minha angústia que sempre tenho nos últimos episódios de tudo que assisto, inclusive para Chuck.
Mas que é uma droga quando acaba série, isso é. Putz, ainda mais um Season Finale de sua última temporada...

chucktv.net

Abraço a todos, e ótima semana.
Nessa semana eu volto ainda... hehehe

Daniel

segunda-feira, 26 de março de 2012

Do que fugimos?

Do que fugimos?
Fugimos de alguém?
Fugimos do problema?
Fugimos da realidade por ser mais oportuno e fácil?
Não tem como deixar de ser covarde, ao menos uma vez na vida e encará-la de frente?
Talvez sim, mas talvez não.
Ficar em cima do muro é fácil. Ter que escolher se sim ou se não, aí complica a situação.
Muitas vezes na história se reclamou pela falta de liberdade, desde os tempos remotos de escravidão egípcia, passando pelos feudos mediavais até a Era Militar no Brasil, e no resto do mundo um pós-guerra de duas grandes ditaduras disfarçadas (EUA e URSS). O fato é que, a Libertade tão querida e tão aclamada hoje existe em excesso... e o que fazemos com ela? Nada, obviamente... Hoje brigamos e queremos não ser mais livres, queremos continuar naquela vida de "se isso não me atrapalha, dane-se" ou "pode fazer o que quiser com meu dinheiro, tendo uns 2 ou 3% de aumento por ano...", enfim, agora já descobri do que fugimos.

Fugimos da responsabilidade tremenda de sermos LIVRES.
Isso até outra ditadura nos adormecer novamente.

Acorda B-R-A-S-I-L
Acorda M-U-N-D-O
Acorda I-D-I-O-T-A
A Liberdade é um dom, é nossa, e ninguém precisa tirá-la de nós para que demos importância a ela. Se quiser saber o quão bom é viver sem ela, pergunte aos seus avós ou pais.

Já dizia um dos maiores gênios da história, Bob Marley:


"Emancipate yourselves from mental slavery; None but ourselves can free our minds. Have no fear for atomic energy, 'Cause none of them can stop the time. How long shall they kill our prophets, While we stand outside and look. Some say it's just a part of it: We've got to fulfill the book."
(Redemption Song)

Ah... vá!

Caramba, é a quarta quinta vez que eu escrevo e apago a primeira linha dessa postagem.

Vai ser breve, não estou inspirado. Na verdade estou, mas de fato eu preciso de concentração para que saia algo feliz bom.

Hoje foi um dia bom, tirando a correria que é esta faculdade maluca que me faz perder o qualquer senso de tempo.
O 4shared tem sido cada dia pior, êta sistema de busca ruim! Fiquei 2 horas tentando baixar a música "How Long" da banda "Eagles", eu digitava "eagles how long" e nada. Só "eagles" e dava 209.005.122 resultados, daí digitava só "how long" e apareciam mais 190.003.233 resultados, depois colocava traço, tirava traço, colocava underline, tirava underline, enfim... recorri ao piratebay.org.

Este parágrafo acima foi apenas para lembrar o que eu precisava escrever, porque eu me esqueci, foi uma distração causada ao ver "Mr Big - Wild World" no Youtube.

Bom, não lembrei do que eu iria escrever, mas tive uma inspiração sobre algo preconceituoso que passei minha vida toda escutando e que preciso contar a verdade e o que eu penso a respeito.

Durante muitos e muitos anos, sempre vem à tona os casos de crianças doidas que pegam a arma do pai e saem por aí atirando, seja na escola, seja no cinema, seja na casa do c... kkk.
Enfim, daí esse pessoal "inteligente" da mídia faz uma reportagem com "pseudo-psicólogos" que jogam a culpa nas rotinas das crianças, principalmente no Video Game e no RPG. eu jogo ambos, o segundo já faz um tempo que não, mas só não jogo por falta de tempo.
Eis que eu sempre achei ruim essas reportagens mas no fundo, bem no fundo eu achava que sim, isso podia influenciar a criança a sair num dia de fúria matando geral.

Pois esse meu pensamento acabou. Porque eu consegui provar (e eu sou a prova disso) de que os jogos não definem DE JEITO NENHUM o caráter da criança doida.
Digo isso porque estive jogando um jogo de XBox, The Elder Scrolls V - Skyrim e neste jogo você é livre para fazer tudo, inclusive de matar inocentes.

E digo aos meus amigos que estão aqui lendo que eu, uma pessoa que nunca matei ninguém de verdade e sou o mais tranquilo o possível, NEM NO JOGO EU CONSIGO!!!
Se precisei fazer um serviço sujo no jogo, eu fiz, mas ATÉ NO JOGO deu um REMORSO IMENSO!!!

Portanto cheguei a conclusão que não, se a pessoa já nasceu ruim ou se foi educada muito mal pelos pais é da pessoa, jogo nenhum, amigo nenhum, NADA faz a pessoa mudar de caráter, NADA!

Jogar a culpa em jogos e influências é balela, é papo pra provar que muitos pseudo-psicólogos ainda existem.

Ontem mesmo, ao jogar Skyrim, eu morri 200 vezes no jogo porque não quis matar um cara lá que implorou para não morrer e estava desarmado. Mas daí o cara que me contratou me matou 200 vezes. Na 201ª vez eu matei, com muito remorso. MAS É JOGO!
Afinal, na vida real, quem aperta o gatilho não é o Scorpion nem o M. Bison....

Não devemos nunca deturpar algo que está na cara e é da índole da pessoa.

Amanhã eu posto de novo com algo mais interessante, AH, sumiu tudo da cabeça!
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